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Conceitos - Fonte: Biomassa sólida

Fonte: Biomassa sólida

Floresta - Fonte: João F. Saraiva
Floresta - Fonte: João F. Saraiva

Tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos da floresta e das indústrias conexas e a fracção biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.

Grande parte da biomassa sólida tem origem em produtos a partir da madeira. Estes são obtidos nas operações de retirada de lenha das florestas ou de processos da indústria madeira. No desbaste da floresta, para além dos troncos das árvores utilizados na indústria do mobiliário e construção, são recolhidos resíduos de madeira de menor qualidade.

Desbaste - Fonte: NREL
Desbaste - Fonte: NREL

Nas explorações florestais, as árvores são derrubadas com o auxílio de máquinas, que utilizam um braço com uma serra eléctrica montada. Estas máquinas podem remover automaticamente os ramos do tronco, retirar a casca escura da madeira e cortar o tronco em partes. Este método significa que, parte do valor acrescentado do processamento da madeira é efectuado antes da madeira sair da floresta.

Aparas de madeira - Fonte: NREL
Aparas de madeira - Fonte: NREL

Quando os troncos redondos são transformados em pranchas e vigas, são produzidas grandes quantidades de resíduos. No entanto, a maior parte destes é utilizada na indústria da madeira para outros materiais como aglomerados de madeira ou cartão de elevada qualidade.

Contudo, uma parte destes resíduos possui fragmentos de impurezas sendo a sua utilização inadequada como matéria-prima. Estes resíduos são ideais para reciclagem energética. Devido ao elevado teor de cinzas, estes resíduos são principalmente utilizados em centrais de fornecimento de calor de grandes dimensões e em centrais de cogeração.

Por cada hectare de floresta, podem ser obtidas, a partir destes resíduos 0,4 - 0,8 toneladas de lenha seca.

Na manutenção das florestas de uso permanente podem também ser recolhidos anualmente cerca de 1,5 toneladas por hectare.

Campo de feno - Fonte: NREL
Campo de feno - Fonte: NREL

Em muitos locais, outros sub-produtos, nomeadamente a palha ou o feno são usados para produzir energia, a partir da biomassa. Os resíduos de pós-colheita estão usualmente disponíveis a nível local e em grandes quantidades.

Um hectare de palha tem um teor de energia de 73 gigajoules, o que equivale aproximadamente a 2.000 litros de gasóleo de aquecimento. Contudo, a palha e outros produtos deste tipo possuem características de combustão diferentes dos combustíveis lenhosos. Consequentemente, o ponto de fusão das cinzas e o comportamento de emissões da biomassa obriga a uma abordagem técnica diferente.

Até à data, tem sido apenas possível conseguir uma reciclagem energética, a grande escala, de palha em centrais de cogeração.

Resíduos - Fonte: NREL
Resíduos - Fonte: NREL

Os materiais em fim de vida, como mobiliário deteriorado e madeira velha também podem ser valorizados energeticamente. No entanto a sua reciclagem energética pode estar sujeita a regulamentação ou legislação que restrinja este aproveitamento devido a potenciais contaminações com substâncias tóxicas, tais como químicos, tintas ou algo similar.

Existem ainda outras fontes de resíduos de madeira como a recolhida durante as actividades de gestão do território, nomeadamente em trabalhos de manutenção nas estradas e auto estradas e dos trabalhos em parques florestais e jardins, deve ser tida em conta. Estes resíduos de madeira são geralmente uma mistura de madeira, folhas e troncos.

A utilização energética serve também como um meio para a eliminação destes resíduos. O teor energético destas misturas é relativamente baixo, devido ao grande número de impurezas, nomeadamente por causa das quantidades de solo que geralmente existem na mistura, que gera um teor elevado de cinzas. As outras impurezas existentes, tais como embalagens de plástico, sacos e outros resíduos conduzem a níveis elevados de substâncias tóxicas libertadas para a atmosfera pelo que a sua valorização deve ser devidamente controlada.

Fontes e referências:

"Bioenergia - manual sobre tecnologias, projecto e instalação", Altener, 2004

M. Collares Pereira "Energias Renováveis, a Opção Inadiável". SPES, Lisboa 2000.





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Última actualização 2/2/2017