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Estado em Portugal - Futuro: Biocombustíveis líquidos

Futuro: Biocombustíveis líquidos

Os biocombustíveis estão divididos entre os de primeira e os de segunda geração, sendo os primeiros os demonstrados comercialmente como capazes de serem produzidos e os segundos os que se encontram sob investigação. Actualmente pensa-se que a segunda geração não será capaz de entrar no mercado antes de 2015-2020, o que leva a uma certa pressão para favorecer a sua entrada de uma forma mais rápida. No entanto a Associação Europeia de Biomassa (AEBIOM) não apoia esta ideia porque não há razões para acreditar que a segunda geração – subprodutos da madeira, palha e lixo – não seja viável economicamente sem os apoios extras pelo simples facto de estar disponível em grandes quantidades. Este último facto não parece ser verdade, o que pode assim distorcer o mercado e acima de tudo diminuir a eficiência de processos energéticos que até à data consumiam esses recursos de uma forma diferente (exemplo da queima de madeira para processos industriais versus a queima de biocombustíveis).

Os de primeira geração – biodiesel e bioetanol (para citar os mais conhecidos) – são capazes de fornecer o mercado, mas a questão da eficiência energética está no topo das preocupações. Produções agrícolas como a cana do açúcar são apontadas como altamente eficientes em termos do seu conteúdo energético enquanto que outras formas não o são, como a soja, colza ou o girassol.

No panorama nacional há que referir o que está a ser feito em termos de Investigação nesta área e aí os intervenientes principais são o IST (Instituto Superior Técnico de Lisboa), o INETI (Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial), a UC (Universidade de Coimbra) e o INIAP (Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas). O foco está no biodiesel pelas razões já apresentadas e na forma de o produzir com bases noutras culturas – mais adequadas ao clima mediterrâneo – e de outras formas de produção que o tornem mais viável economicamente.

Na questão do bioetanol e do biogás, não houve até à data qualquer mudança na estratégia dos fabricantes de automóveis nem da União Europeia para conseguir mudar o cenário do domínio do gasóleo (diesel), nem tão pouco ao nível das máquinas agrícolas, havendo no entanto notáveis exemplos de excepção em bastantes países europeus (Suécia, Itália, Alemanha, entre outros). Seria muitíssimo interessante termos motores que permitissem o uso de bioetanol a 85% e mesmo biodiesel a 100%, para não falar do biogás. Esta medida é apontada pela AEBIOM como fundamental para se atingir 25% de biocombustíveis nos transportes nas próximas décadas.

O biogás está de fora das estratégias inexplicavelmente, pois todo o lixo orgânico produzido (quer por animais quer pelo homem) é rico em metano e noutros gases susceptíveis de serem aproveitados sobre a forma de biogás ou de outros biocombustíveis. A tecnologia dos digestores já existe há muito tempo, mas a falha de incorporação no produto final – combustível para veículos – condiciona o seu desenvolvimento.



 





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Última actualização 2/2/2017