
22/03/2013
Endesa avança com barragem de 500 milhões no Mondego
A Endesa vai avançar com o projeto que tinha previsto para o Mondego e que vai custar 500 milhões de euros, garantiu ao portal Dinheiro Vivo o presidente em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva.
Este investimento estava em revisão devido ao fim da garantia de potência, um pagamento que o Executivo decidiu congelar no âmbito dos cortes das rendas de energia.
Este valor tinha como objetivo compensar a empresa por ter investido em centrais que iriam servir de recurso, ou seja, funcionavam quando a produção das eólicas não era suficiente e paravam quando esta geração estava em alta.
Ribeiro da Silva diz que só falta o contrato de concessão a assinar com o ministério do Ambiente.
"Enquanto não tiver o contrato de concessão não me quero comprometer com datas", disse ao Dinheiro Vivo o presidente da empresa espanhola.
Segundo Nuno Ribeiro da Silva, esta barragem situada em Girabolhos não tem uma vocação única e exclusiva de produção de eletricidade e por isso não visa sobrecarregar mais o sistema.
O objetivo é ser uma barragem de bombagem, ou seja, que aproveita a eletricidade que as eólicas estão a produzir para a rede nas horas de vazio quando a energia é mais barata porque não há tanto consumo, e usá-la para bombar a água, ou puxá-la para cima e depois, quando o preço estiver novamente mais alto porque o consumo sobe, por exemplo de manhã, começar a produzir para colocar eletricidade na rede, segundo o Dinheiro Vivo.
PER / Dinheiro Vivo |