31-01-2010
Revista 2009
O ano de 2009 foi um ano de crise, de retracção económica a nível mundial, apesar de ter havido países que navegaram melhor pelas adversidades. A nível dos países da UE, bem como os EUA, foi um ano de forte investimento público, manutenção dos postos de trabalho ou apoio nas prestações da segurança social para assegurar às famílias e aos cidadãos europeus um apoio nesta altura de crise. Apesar de já muito se ter dito sobre esta crise e que os culpados foram os bancos e não os cidadãos, a verdade é que somos todos nós que estamos nas empresas e nos bancos e somos todos nós que tomamos decisões ou trabalhamos para atingir certos objectivos que por vezes num enquadramento mais lato não favorecem ninguém.
Em todo o caso os investimentos no ano de 2009 não contemplaram as Renováveis de forma particular, tendo-se até assistido a uma contracção do sector por via de menor disponibilidade financeira a nível dos bancos, de investidores privados e mesmo das empresas. O governo português lançou o programa Solar térmico onde oferece um desconto de cerca de 1600 euros na compra de um sistema de solar térmico a escolher entre 3 possibilidades. Assistimos a um início conturbado do esquema em que apenas uma empresa – a Vulcano – estava presente a oferecer os seus sistemas. Situação no mínimo injusta e que levou a APISOLAR e outras associações, empresas e profissionais do sector a criticarem e a exigirem uma alteração da situação. Hoje temos 55 marcas a oferecer as suas soluções! Na segunda metade do ano foi lançado um programa semelhante para as IPSS em que o governo se compromete a financiar 65% do valor da instalação com base em critérios de escolha e selecção. Esta outra vertente mais dada a instalações de maior escala e complexidade de dimensionamento e desenho suscitou algum interesse nas empresas nacionais, mas o estado financeiro das IPSS no nosso país não é saudável.
A Microprodução fechou a sua primeira fase atingindo os 10 MW. A tarifa a seguir é de 0,6175 euros e os pedidos de inspecção desceram dramaticamente como se pode ver nas estatísticas do site. A nível de pedidos de registo e de pagamentos registou-se um aumento. Não se registaram alterações no sistema de registo.
A nível hídrico, o Plano Nacional de barragens arrancou em força e os projectos para 10 novas barragens, incluindo alguns aumentos de capacidade de existentes, vão incrementar a nossa capacidade de gerar electricidade verde, armazenar água e dinamizar o sector.
A nível internacional a Cimeira de Copenhaga marcou o ano pela negativa, mesmo antes da época natalícia, e infelizmente nada de concreto saiu de Copenhaga além de muitas viagens de avião.
Vamos então ver mais em detalhe cada mês.
Janeiro
O preço do petróleo em baixa serviu de mote ao habitual desinteresse pelas renováveis. A Quercus, a APREN e outras associações do sector vieram a público pedir que Portugal aposte realmente nas Renováveis e a Quercus colocou mesmo em causa o valor de 42% de produção de electricidade renovável anunciado pelo Governo. O Sistema de Certificação Energética com a obrigatoriedade nos edifícios novos e desde 2009 nos existentes quando houver lugar a uma transacção, levou a Quercus a lembrar a falta de profissionais nesta área. Na altura existiam 500, sendo necessários 800. Pensamos que este valor deve ter sido reposto ao longo do ano de 2009, pois houve uma grande adesão dos profissionais do sector. Existiam distritos com muito poucos peritos.
O governo prometeu 100 milhões para melhorias energéticas nos edifícios do estado. Não sabemos onde foram aplicados ou se foram aplicados, mas claramente o tópico da Eficiência Energética subiu ao hemiciclo.
Fevereiro
A polémica estalou quando o Programa do Solar Térmico do governo apenas contemplava duas empresas: a Vulcano e a Ao Sol. Esta última nem veio posteriormente a fazer parte do núcleo inicial. O Programa do Solar Térmico previa a compensação em cerca de 1600 euros por cada sistema de Solar térmico para o segmento residencial. Três possibilidades estão disponíveis: termossifão de cerca de 200 L, termossifão de cerca de 300 L e um sistema de circulação forçada de 300 L. A APISOLAR na pessoa do seu Presidente Carlos Campos liderou o movimento para alterar essa situação, pois a maioria das empresas nacionais viam-se excluídas de um negócio onde estão presentes há bastantes anos.
A AIE deu os parabéns a Portugal pelo seu excelente trabalho a nível das Renováveis e o empenho do país em ser capaz de liderar nesta área. A Ventipower vendeu os seus primeiros cinco aerogeradores Repower, modelo MM92 de 2 MW com destino a França. Este investimento no cluster eólico de cerca de 7,6 milhões de euros representa a criação de uma centena de novos postos de trabalho e trata-se de uma sucursal da Repower. O eólico offshore deu os seus primeiros passos com a assinatura de acordos entre a EDP e a empresa dos EUA Marine Innovation & Technology para instalação de aerogeradores até 50 m de profundidade na nossa costa.
A geotermia nos Açores esteve em destaque com o Projecto Geotérmico da Terceira, que compreende a execução dos poços de produção e de reinjecção e a construção de uma central geotérmica de 12 MW para 2011. Esta fonte de energia contribuirá, no ano seguinte, em 38 por cento na estrutura de produção da ilha.
A Agricultura também foi visada com apoios para utilização de equipamentos Renováveis, com um concurso aberto por um período de tempo muito curto, mas que ainda permitiu a alguns usufruir dos incentivos.
Março
A empresa Energie, associada a muitas polémicas veio exibir um certificado de equipamento de Solar Térmico. Os produtos da Energie são bombas de calor que funcionam com um permutador para o ar ambiente. Não é um equipamento de solar térmico. A polémica terminou quando o certificado Solar Keymark foi removido.
Nos EUA O presidente recém eleito Barack Obama veio salientar a necessidade do desenvolvimento das soluções em Renováveis: “podemos continuar a ser líderes mundiais na importação de petróleo ou podemos tornar-nos líderes mundiais na exportação de energias renováveis”.
O Programa do Governo de Apoio ao Solar Térmico arrancou no dia 12 e o Primeiro-Ministro veio explicar pessoalmente as vantagens e incentivar os portugueses a adquirirem colectores solares térmicos. Falava-se da parceria da Ao Sol com a Martifer no solar térmico, que não se veio a confirmar.
O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu tornou-se o maior condomínio residencial microprodutor em Portugal. Não sabemos se entretanto foi ultrapassado por algum outro projecto. Este conta com 16 mini-instalações.
No mesmo mês começou-se a falar no alargamento do programa do Governo às PME com capacidades provadas de produção, instalação e manutenção de sistemas solares térmicos. A Vulcano não iria estar sozinha.
A Associação Europeia da Energia Eólica reviu o número de 180 GW para 2020 para 230 GW de potência instalada, correspondente ao consumo de 60% dos lares europeus.
Abril
As Renováveis passaram a contar do currículo das escolas em Angola. O país pretende não ser apenas consumidor e exportador de petróleo.
Os apoios governamentais aos investimentos em Renováveis no sector agrícola juntaram cerca de 310 candidaturas e 15,2 milhões de euros a serem comparticipados a 50%.
O solar termoeléctrico foi notícia com a possibilidade da construção de uma central de 50 MW através de um Memorando de Entendimento entre a Martifer Renewables SA, a Câmara Municipal de Moura, a Lógica EM, a Martifer Energy Systems SA e a Iskandar. Não sabemos o estado actual deste projecto.
O dia 22 de Abril foi o dia da Terra e não foram poucas as recomendações para as mudanças de hábitos em casa, no trabalho e em férias. A certificação energética pode permitir poupar energia entre 20 a 40% nos imóveis para quem optar por investir num aumento da classe energética do seu imóvel. Infelizmente isto não é totalmente verdade, já que a inclusão equipamentos de solar térmico pode mascarar outras deficiências.
Uma notícia estranha, mas interessante foi a proposta da Enercon, instalada em Viana do Castelo, para captar, tratar e introduzir na rede pública de abastecimento água do mar, tratada pela própria empresa.
A EDP Renováveis continua na sua expansão, com mais parques na Roménia.
Maio
A iniciativa da National Geographic com a EDP para promover a eficiência energética arrancou neste mês, mas teve pouca visibilidade ao longo do ano.
O Ministério da Indústria espanhol anunciou a possível diminuição das tarifas para o eólico, o que poderá ter impacto sobre os cerca de 4800 MW que a EDP Renováveis tem em carteira para os próximos anos.
A CERTIF veio expressar a sua insatisfação com a falta de apoios à certificação de colectores solares térmicos, apear de termos o segundo maior centro de testes da Europa, bem com o ignorar da entidade no desenho do sistema de incentivo do estado à compra de colectores solares térmicos.
Mais uma semana do Sol, que teve lugar em Belém, com a presença de algumas empresas do sector e de bastantes cidadão interessados.
Em termos Europeus, Bruxelas queria ter em 2010 21% da energia consumida nos países da União produzida a partir de fontes renováveis, mas admite no entanto não passar dos 19%. No que respeita ao combustível utilizado nos transportes, Bruxelas, pretendia que 5,75% fosse de origem não fóssil, mas é possível que apenas chegue a 4%
Junho
Os carros eléctricos começam a ser notícia e são apontados como a solução adequada para um desenvolvimento de produtos sustentáveis e não poluidores. O projecto Mobi E, com o qual o Governo e um conjunto de empresas vão desenvolver a rede de abastecimento de veículos eléctricos em Portugal, prevê que os proprietários de carros eléctricos venham a ter um cartão pós-pago associado ao carregamento dos seus automóveis. Lisboa, Loures, Cascais, Almada, Braga, Leiria, Viana do Castelo, Guimarães, Torres Vedras, Santarém, Setúbal, Porto, Vila Nova de Gaia, Castelo Branco, Guarda, Évora, Beja e Faro foram os municípios que aderiram ao programa. A nível das empresas a Galp, Jerónimo Martins, Sonae Sierra Chamartín, Emparques, ANA e Estradas de Portugal manifestaram o seu interesse e terão as suas frotas convertidas parcialmente para veículos eléctricos. A Galp Energia lançou também o projecto Ecoposto, abrangendo 12 postos, onde se pretende através da implementação de soluções sustentáveis a redução da dependência energética e a utilização de energias renováveis.
A Câmara de Peniche quer instalar um centro de energia das ondas no distrito e está orçamentado em 4,4 milhões de euros.
O gigante Asiático – China – veio anunciar para 2020 20% de produção de energia com base e fontes não fósseis, incluindo a Hídrica e o Nuclear, contra os 15% previamente anunciados.
O governo português decidiu comprar a Quimonda Solar à Quimonda e concertou um consórcio com a EDP Inovação, a InovCapital, a DST, a Visabeira, o BES, o BCP e o angolano BPA para a produção de células fotovoltaicas na fábrica de Vila do Conde. Este projecto não veio a ter sucesso.
Julho
O consórcio português constituído pelas empresas DST, Visabeira e EDP, pela Sociedade de Capital de Risco Inovcapital e pelos Bancos BPA, BES e BCP para a aquisição dos activos solares da Qimonda AG - projecto Itarion - e para o financiamento do respectivo projecto, vem comunicar que não foi possível concluir com sucesso as negociações que vinham a ser mantidas com o parceiro alemão Centrosolar.
Os líderes dos países mais ricos do mundo e das grandes economias emergentes reuniram-se para chegar a acordo sobre um compromisso climático na cimeira do G8 em L’Aquila, Itália. Infelizmente não chegaram a conclusões nenhumas.
A empresa Younicos pretende provar que é possível, em ilhas com a dimensão da Graciosa, a quase totalidade das suas necessidades em energia eléctrica coberta pelas energias renováveis.
O PER publicou uma reflexão sobre os carros eléctricos e quais as suas emissões dependendo da forma como a electricidade é gerada e alertamos para o facto de ser apenas verdadeiramente uma solução para o problema das emissões nos transportes se a a energia eléctrica vier exclusivamente de Renováveis.
Agosto
Ficámos a conhecer os objectivos da empresa N Energias, que anunciou a instalação nos próximos 3/4 anos de 25 MW de energia na Região Autónoma da Madeira, “num esforço de investimento de 70 milhões de euros, sem quaisquer subsídios ou apoios públicos, nacionais ou regionais”. Um dos seus administradores é o ex-deputado Marques Mendes.
O partido socialista anunciou os seus objectivos para 2020: 60 por cento da electricidade de fonte renovável, multiplicar por 10 a actual meta de energia solar, abrir a micro-geração às escolas e centros de saúde, retirar de vez do mercado as lâmpadas incandescentes, lançar um programa nacional para as míni-hídricas e ter 80 por cento de rede eléctrica de nova geração e a prioridade ao desenvolvimento do carro eléctrico. Vamos ver como se compromete o PS a atingir estes objectivos.
O Programa Solar Térmico foi alargado às Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS), aos clubes e às associações desportivas e envolverá um investimento entre 45 e 50 milhões de euros.
Nas energias das ondas a empresa britânica Orecon assinou um acordo com a Estaleiros Navais do Mondego para a construção dos seus primeiros três aparelhos de produção de energia a partir das ondas para instalação de uma central de 4,5 MW.
Setembro
Os Green Project Awards assumiram um estatuto muito elevado este ano com a presença de dois ministros: Ambiente e Finanças (que em breve acumularia com o Ministério da Economia) e muitos ilustres das nossas empresas mais conhecidas. O PER foi convidado mais uma vez, mas não recebeu qualquer nomeação.
Entre 18 de Julho e 19 Setembro o ministério a Economia e Inovação passou por 45 cidades de Norte a Sul do País, com um total superior a 30 mil visitas, promoveu a troca gratuita de mais de 40 mil lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo e deu a conhecer aos cidadãos nacionais as iniciativas do Governo na área das Renováveis.
Portugal ficou em quarto lugar na tabela dos países europeus que consomem mais electricidade gerada a partir de fontes renováveis de acordo com um relatório do Instituto Nacional de Estatística espanhol - 30,1%.A ocupar a primeira posição está a Áustria com mais de metade de energia renovável (59,8%), de seguida está a Suécia (52,1%) e depois a Letónia (36,4%). A Dinamarca encontra-se em quinto lugar.
Outubro
As Renováveis nos Açores foram notícia com a vontade da EDA em investir nas energias geotérmica, eólica e hídrica, de forma a reduzir significativamente a dependência dos recursos fósseis e a nível do Governo Regional o incentivo é feito aos particulares e empresas para a autoprodução, com destaque para os sistemas solares térmicos, área em além do programa Governamental ainda existe o programa PROENERGIA.
Outubro foi o mês em que o gigante Siemens adquiriu a Solel por 418 milhões de dólares. A Solel Solar Systems é um dos fabricantes mundiais de topo de tubos de vácuo para centrais solares termoeléctricas. A grande expansão em Espanha e nos Estados Unidos colocou esta empresa no topo a par da alemã Schott. A compra por parte da Siemens vem no seguimento de outras compras feitas na área das turbinas eólicas, turbinas para centrais termoeléctricas fortalecendo a presença na área do solar térmico de concentração.
A União Europeia anunciou a disponibilização de 50 mil milhões para desenvolvimento de tecnologias para a redução das emissões de C02 e outros gases de efeito estufa.
O HidrogenIST foi notícia, por ser o primeiro protótipo português de uma viatura alimentada por uma célula de combustível de hidrogénio, resultado de uma parceria tecnológica entre a Air Liquide e o Instituto Superior Técnico.
Novembro
A crise e as Energias Renováveis vão fazer, segundo dados oficiais, com que Portugal cumpra as metas de Quioto com uma derrapagem de apenas 5%. Esse excedente será mitigado com a compra de créditos de carbono.
A Cimeira de Copenhaga do mês seguinte começava a agitar os medias e muitas notícias vieram a público como a vontade da UE em subir a sua meta da directiva 20-20-20 para 30-30-30, o facto de 30% da população não ter electricidade, a vontade da China em reduzir as suas emissões em 40 a 45% em relação aos níveis de 2005, os EUA assumiram a vontade de reduzir 17% até 2020 em relação a 2005, o Brasil indicou vontade de reduzir a sua intensidade energética e em aumentar a capacidade em renováveis,
O apagão no Brasil deixou às escuras 18 estados, comprovou que a energia eléctrica no Brasil é insegura e levanta questões sobre a capacidade da rede assegurar o fornecimento de electricidade.
O projecto Desertec que tem por objectivo fornecer electricidade de origem Renovável à Europa com base em centrais solares localizadas no Norte de África foi formalizado oficialmente. O grupo de 12 membros fundadores - entre os quais a Siemens - e a Fundação DESERTEC assinaram em Munique, Alemanha, os estatutos da DII GmbH, que visa a implementação rápida do conceito da DESERTEC.
A capacidade eólica instalada em Portugal já e responsável por 13% do consumo de electricidade a nível nacional e vai crescer 65% nos próximos quatro anos, atingindo 5400 MW em 2013, o que colocará essa cifra nos 21%. O PER chama a atenção que a produção de electricidade Renovável não é directamente despachável na nossa rede, por isso a sua produção pode não ser directamente usada e não corresponder a electricidade consumida.
Dezembro
A cimeira de Copenhaga dominou a actualidade no inicio do mês e à beira do falhanço total e à última da hora foi apresentado e aprovado um documento de três páginas que fixa como objectivo limitar o aquecimento do planeta em 2 graus relativamente aos níveis pré-industriais e um montante de 30 mil milhões de dólares a curto prazo (para 2010, 2011 e 2012), depois um aumento até 100 mil milhões de dólares até 2020, destinado aos países mais vulneráveis para os ajudar a adaptar-se aos impactos do desregulamento climático. Vários países da América Latina e do Pacífico rejeitaram o novo acordo e os países europeus aceitam o documento com reticências.
Fundamental para que não se cometesse uma injustiça foi a publicação pelo jornal “The Guardian” de um acordo secreto entre britânicos, norte-americanos e dinamarqueses. Acordo esse onde se considerava uma redução de 50 por cento das emissões globais (em relação aos níveis de 1990) até 2050, quando a maior parte dos países industrializados já se tinham comprometido com cortes de 80 por cento nas suas próprias emissões. Previa que o controlo financeiro das alterações climáticas fosse entregue ao Banco Mundial, abandonar-se-ia o Protocolo de Quioto, tornar-se-ia o dinheiro destinado a ajudar os países pobres dependente de um conjunto de medidas a serem tomadas e o mais escandaloso dando aos países mais ricos a possibilidade de emitir praticamente o dobro do que seria aceite para os países ditos em desenvolvimento!
O governo manifestava vontade de continuar com o programa de apoio ao Solar Térmico e ao fotovoltaico em 2010 e a nível do veículo eléctrico e da rede abastecimento sob o projecto Mobi E, o primeiro-ministro adiantou que estaria pronta em meados de 2011.
O Facebook contou com uma iniciativa da off7, uma empresa nacional da área do ambiente, que ofereceu uma prenda de Natal original aos fãs da sua página nessa rede social: um perfil sem emissões de carbono. Pelas pequenas coisas se começa até chegarmos às grandes
A Dinamarca, como sede da Cimeira do Clima foi escrutinada pelos media e ficámos a saber que até 2025 50’% da electricidade consumida deve vir do vento e da biomassa e até 2050 os outros 50% seguir-se-ão. Isto com o envolvimento de mais de 200 empresas dinamarquesas!
As Energias Renováveis em Portugal vão permitir a poupança de 13,1 mil milhões de euros na importação de energia eléctrica até 2015, segundo um estudo da consultora Deloitte e da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren). Com o recurso à energia eólica ou hídrica entre 2005 e 2015, Portugal reduzirá as suas importações em cerca de 30 milhões de toneladas de carvão, 30 mil milhões de metros cúbicos de gás natural, 30 mil GWh de electricidade e 10 milhões de barris de fuelóleo. O PER acrescenta e muitos milhões de toneladas de CO2!
O Brasil escolheu a forma de leilões para escolher quem fará o desenvolvimento da energia eólica no país. A EDP Renováveis inscreveu seis projectos num total de 153 MW de potência, cerca de 30% do que tinha sido anunciado uns meses antes.
Terminamos com a vontade do Chile em aprender connosco. A visita do presidente deste país da América do Sul permitiu a assinatura de um acordo entre a Comissão Nacional de Energia do Chile e a sua congénere portuguesa para contribuir para um uso crescente de energias renováveis no Chile.
PER