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BIOMASSA
9/10/2013

Biomassa pode ajudar na prevenção de fogos, diz associação


O presidente da Associação dos Produtores de Energia e Biomassa (APEB), Carlos Alegria, defende que se as centrais de biomassa planeadas estivessem em funcionamento podiam consumir um milhão de toneladas de resíduos florestais por ano, ajudando a prevenir os incêndios.

O governo de José Sócrates abriu concurso para a construção de 15 centrais, que deviam estar a funcionar até ao final do ano, mas apenas duas estão a produzir energia - uma em Mortágua e outra, de Carlos Alegria, em Oliveira de Azeméis -, devendo arrancar em breve a construção de uma terceira, no Fundão. “A razão por que não se avançou foi falta de capacidade financeira. A banca não empresta”, justificou.

As centrais de biomassa produzem energia termoelétrica a partir de matéria orgânica, como os resíduos florestais ou agrícolas. Carlos Alegria estima que se todas as centrais estivessem em funcionamento consumiriam um milhão de toneladas de resíduos florestais por ano e podiam dar emprego a 3000 pessoas, ajudando a limpar as florestas e a fixar as populações no interior.

“Se se pretende fazer limpeza das florestas no futuro, as centrais de biomassa têm de estar presentes e a funcionar senão depois o que é que fazem aos resíduos florestais? Queimam-nos na beira da estrada?”, questionou.

Acrescentou ainda que limpar o mato terá um custo menor se os resíduos forem entregues a uma central de biomassa “que paga por eles”, embora reconheça que fazer a limpeza da floresta “não é barato”.

Uma tonelada de resíduos pode render a quem a vende entre 15 a 30 euros, dependendo do material entregue. Em troca, as centrais recebem 117 euros por megawatt/hora (MW/h) injetado na rede.

As centrais “usam tudo aquilo que não vai para as fábricas de pasta de papel”, que possuem também centrais para produzir energia elétrica e calor (processo conhecido como cogeração), aproveitando essencialmente os seus próprios resíduos, explicou Carlos Alegria.

A garantia de abastecimento das centrais é outra questão importante para fomentar o desenvolvimento do setor, defendeu a presidente do Centro da Biomassa para a Energia, Piedade Roberto.

“É urgente que se tomem medidas para incentivar uma maior produção e disponibilização da biomassa atualmente produzida (...), seja pelo aumento da capacidade produtiva da floresta, nos seus moldes tradicionais, seja através do surgimento de novas culturas de espécies de crescimento rápido para fins energéticos”, frisou.

Para esta responsável, “a utilização de biomassa não se esgota na produção de eletricidade”, mostrando grande potencial também no mercado de calor.


PER / Notícias ao Minuto


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